Explicação sobre cemitério não acontece
Por nove votos a quatro, a oposição não conseguiu fazer com que a secretária de Obras de Rio Branco, Ana Cláudia Ramos da Cunha, fosse à Câmara de Vereadores explicar os critérios de escolha do local e os custos do novo cemitério da cidade. O requerimento exigindo explicações sobre os gastos públicos foi feito pela vereadora Eliane Sinhasique (PMDB).
Listado no orçamento do ano que vem como uma das obras da prefeitura, o novo cemitério virou alvo de polêmica. A vereadora Eliane Sinhasique usa as redes sociais e a tribuna da Câmara para relatar o quanto achou estranho o fato de a obra ter previsão de custo orçado em R$ 18 milhões.
A parlamentar usa como base o valor para a construção da unidade de tratamento de lixo, construída na BR-364, que custou menos de R$ 10 milhões. A vereadora informou que outro problema é o terreno. “Além de irregular, tem vários pontos com água, como um açude no meio da área”, relatou.
O novo cemitério será construído no quilômetro 5 da Estrada Transacreana, onde já funciona um pequeno cemitério: o Cruz Milagrosa. A área tem 20 hectares. De acordo com líder do prefeito na Câmara, vereador Gabriel Forneck (PT), a área tem o licenciamento ambiental e é a mais apropriada para construir um cemitério.
“Os custos serão altos porque haverá a movimentação de terra, com a terraplanagem depois que colocar uma manta protetora no solo”, descreveu o vereador Forneck.



