A Polícia Civil do Acre prendeu, na manhã desta segunda-feira (31), um policial penal e dois advogados suspeitos de envolvimento em um esquema que teria facilitado a fuga do preso José Mauro Firmo de Souza, conhecido como Zé Mauro. A fuga ocorreu no dia 16 de agosto, durante um deslocamento em Rio Branco.
A operação foi batizada de Conto do Vigário e é conduzida pelas delegacias especializadas Draco e Decor. Segundo a Polícia Civil, as circunstâncias da fuga levantaram suspeitas desde o início, e as investigações apontam que teria havido uma negociação em dinheiro para facilitar a saída do preso.
Os presos na operação são o policial penal identificado como Willimberg e os advogados Patrich Leite de Carvalho e João Vitor. A Polícia Civil afirma que os três têm participação investigada no episódio, mas não detalhou a função de cada um para não prejudicar o andamento das apurações.
Zé Mauro estava sob custódia quando fugiu durante uma suposta escolta para atendimento médico. Segundo relatos sobre o caso, ele teria dito que passava mal durante o deslocamento. Em seguida, o policial responsável teria aberto a viatura, momento em que o preso conseguiu escapar. Ele segue foragido.
Após a fuga, o Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen) informou que o policial penal responsável pela custódia do interno havia sido afastado das funções por 60 dias, como medida administrativa para garantir a apuração dos fatos.
Investigação aponta suspeita de facilitação
Durante entrevista coletiva, a Polícia Civil informou que as apurações indicam a existência de um esquema para viabilizar a fuga. O preso é apontado pelas autoridades como integrante de organização criminosa e considerado de alta periculosidade.

“Essa operação visa apurar as circunstâncias da fuga de um integrante de organização criminosa chamado Zé Mauro. Esse homem possui condenações por diversos crimes, crimes violentos inclusive. Ele tem investigações em curso e as circunstâncias em que ele fugiu levantaram suspeitas”, informou a Polícia Civil.
Ainda segundo a corporação, informações colhidas pelo Iapen também foram encaminhadas à polícia e ajudaram no avanço das investigações.
“Setores do Iapen fizeram também a apuração deles, mandaram para a gente o que foi apurado lá, nós também iniciamos a nossa investigação e conseguimos chegar nas pessoas que conseguiram concluir a fuga do Zé Mauro”, completou.
A polícia não informou detalhes sobre valores ou sobre a participação de outros possíveis envolvidos. A investigação continua para identificar se mais pessoas participaram do esquema.
Preso segue foragido
José Mauro Firmo de Souza ainda não foi localizado. A Polícia Civil pediu que qualquer informação sobre o paradeiro dele seja repassada aos canais de denúncia da corporação.
A fuga ocorreu em 16 de agosto e, desde então, o caso passou a ser investigado tanto na esfera administrativa, pelo sistema penitenciário, quanto na esfera criminal, pela Polícia Civil.
O preso é apontado como liderança ligada a facção criminosa e responde a investigações por crimes violentos. Segundo informações repassadas durante a cobertura do caso, ele também é acusado de envolvimento em ações de intimidação contra moradores em bairros de Rio Branco.
As investigações seguem em andamento. Os presos na operação devem passar pelos procedimentos legais e ficar à disposição da Justiça.



