Escola Valério Caldas, de Cruzeiro, foi vencedora
A edição 2017 do Prêmio Gestão Escolar já expõe uma vitória: a melhoria da qualidade no Ensino está se disseminando. Não é mais centralizada nas escolas da Capital. Uma evidência disto não foi o fato de a Escola Valério Caldas, de Cruzeiro do Sul, ter sido a vencedora. O que comprova a tese é a relação de finalistas: das 10 escolas que disputavam a final, nove eram do interior.
E com dois detalhes importantes: três delas eram escolas rurais e outra era uma escola municipal, de Tarauacá. Isso pode ser considerado uma conquista, caso o leitor se lembre de que a construção desse cenário remonta à gestão de Jorge Viana e do então secretário de Estado de Educação, Binho Marques.
O Proformação foi um programa executado pelo Governo Estadual em parceria com a Ufac. Tinha como meta graduar, no Ensino Superior, os professores da rede pública de ensino: uma minoria tinha frequentado um banco universitário.
A melhoria da qualificação dos professores pode ser um dos fatores que explique a supremacia de escolas do interior na edição 2017 do Prêmio Gestão Escolar. Pode ser. É uma parte da boa consequência.
Não é correto afirmar, no entanto, que o grande número de escolas do interior aponta que as unidades de ensino da Capital estão ruins. Não se trata disso. (A rigor, todas ainda estão ruins: caso alguém resolva comparar as escolas acrianas com as da Coreia do Sul, por exemplo, verá que todas as daqui ainda têm muito a conquistar).
Fazendo um recorte pontual e injusto, a gestão pública de Fernando Henrique Cardoso universalizou o acesso à escola. A preocupação era “colocar meninos e meninas dentro da sala de aula”. Eles foram. Aí os governadores, secretários, diretores e professores olharam uns para os outros e se perguntaram: “E agora?”
O Prêmio Gestão Escolar é uma resposta a este espanto. Na sequência, a gestão de Lula buscou priorizar a Qualidade de Ensino: agora, a questão era melhorar a relação professor/aluno e buscar práticas pedagógicas eficazes. Quem melhor faz isso, leva o troféu de vencedor. Em 2017, no Acre, foi uma escola de Cruzeiro do Sul.
1º) Escola Valério Caldas de Magalhães, de Cruzeiro do Sul
2º) Escola Djalma Batista, de Tarauacá
3º) Escola Jader Saraiva, de Porto Acre
4º) Instituto Santa Juliana, de Sena Madureira
5º) Escola Francisco Nunes Leitão, de Feijó
6º) Escola Divina Providência, de Cruzeiro do Sul
7º) Escola José Augusto, municipal de Tarauacá
8º) Escola Raimundo Magalhães, de Sena Madureira
9º) Escola Ruy Azevedo, de Rio Branco
10º) Escola Edmundo Pinto, de Porto Acre



