“Para eles, encerrou”, diz secretário sobre licença
Os organizadores da feira do Brás, montada no Calçadão da Gameleira, não conseguiram estender a autorização para manter as vendas até o próximo dia 10. Com a pressão dos camelôs, eles devem desmontar a feira nessa quarta-feira até às 20h.
A prefeitura autorizou a feira do dia 25 de abril até o dia 2 de maio, mas esse período foi suficiente para arrancar duras críticas contra a administração pública.
As mercadorias que vieram de São Paulo têm preço bem abaixo do praticado pelos camelôs. Os haitianos trouxeram os produtos bem no período de pagamento da Prefeitura de Rio Branco e Governo do Estado.
Segundo o vereador Carlos Juruna, presidente do Sindicato dos Camelôs, vendedores do calçadão do centro amargaram prejuízos e viram a clientela correr atrás das novidades e do menor preço. “O Calçadão ficou vazio e as vendas despencaram. A prefeitura não podia ter permitido isso”, reclamou.
Despencou uma série de reclamações dos camelôs que acionaram o sindicato para exigir o fim da feira com produtos paulistas. A prefeitura, pressionada, negou o pedido de extensão da autorização até o dia 10 de maio. O secretário da Cidade, Ricardo Araújo, informou que a prefeitura não pode impedir que a feira seja realizada.
Os haitianos pagaram as taxas municipais e conseguiram autorização para vender durante uma semana. “Como trouxe prejuízo aos comerciantes locais, não vamos mais autorizar o comércio. Para eles, encerrou”, garantiu.



