Detentos do pavilhão 7 do presídio Antônio Amaro Alves iniciaram um princípio de rebelião no final da noite de ontem, 28. Eles chegaram a colocar fogo em colchões. A confusão envolveu 30 presidiários em dez celas da unidade.
Segundo um agente penitenciário que preferiu não se identificar, dois motivos podem ter provocado o tumulto. Parte dos reeducandos envolvidos estava no chamado ‘isolamento’. Eles foram flagrados com drogas dentro da penitenciária.
Além disso, a visita íntima está suspensa no local. O Corpo de Bombeiros foi acionado com urgência para conter as chamas. Em seguida, homens do Bope, o Batalhão de Operações Especiais, estiveram na unidade para restabelecer a segurança.
Por causa da inalação de fumaça, alguns detentos passaram mal e foram levados à Unidade de Pronto Atendimento(Upa) do Segundo Distrito. Apesar do incidente, ninguém ficou ferido com gravidade.
Ainda de acordo com o agente, o sistema penitenciário acreano pode ser comparado a uma bomba relógio. “O efetivo é pouco. Dois agentes são responsáveis por 200 presos. A tendência é piorar ainda mais”, alertou.


