A Polícia Civil do Acre prendeu um homem de 67 anos condenado pelo crime de estupro de vulnerável. O mandado de prisão definitiva foi cumprido por agentes da Delegacia Especializada de Atendimento à Criança e ao Adolescente Vítima (Decav), no bairro Comara, em Rio Branco.
Segundo a investigação, os abusos ocorreram quando a vítima ainda era criança. O caso só veio à tona após a menina assistir a uma reportagem sobre violência sexual contra crianças e adolescentes. A partir do conteúdo exibido, ela tomou coragem para relatar o que estava vivendo a uma colega de escola.
A amiga incentivou a vítima a procurar ajuda. As duas conversaram com uma professora, que acionou imediatamente o policiamento escolar e a rede de proteção à criança e ao adolescente. Em seguida, o caso foi encaminhado às autoridades competentes, dando início aos atendimentos especializados e à investigação policial.

“A colega incentivou ela a falar com a professora. Ambas foram relatar o que estava acontecendo e a professora imediatamente acionou o policiamento escolar. Depois disso, houve todo o acompanhamento e a investigação”, explicou a Polícia Civil.
Durante o processo, o acusado respondeu em liberdade devido aos recursos apresentados pela defesa. No entanto, após o trânsito em julgado da condenação, a Justiça expediu o mandado de prisão definitiva para o cumprimento da pena.
O homem foi condenado a 18 anos e 9 meses de reclusão em regime fechado. Após ser localizado e preso, ele foi encaminhado à delegacia e colocado à disposição da Justiça.
O caso também evidencia a importância da informação e da conscientização no enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes. O impacto de conteúdos jornalísticos que abordam o tema foi destacado pelo diretor de TV da TV Gazeta, Gabriel Rotta, emissora que transmitiu a matéria que inspirou a garota a reconhecer a situação de abuso e buscar ajuda.

“Matérias dessa natureza são importantes porque despertam nas vítimas a coragem para denunciar. Muitas vezes elas sentem medo ou vergonha, mas é preciso confiar nas instituições e procurar ajuda”, destacou a equipe responsável pelo caso.
A Polícia Civil reforça que denúncias de violência sexual contra crianças e adolescentes podem ser feitas de forma segura e sigilosa por meio dos canais oficiais de proteção.



