Ainda há 100 mil propriedades sem documentação
De 2012 a até o início do mês de novembro desse ano, o Acre conseguiu dar um salto na regularização fundiária. Foram entregues mais de 30 mil títulos de terra. Em quatro municípios, Rodrigues Alves, Marechal Thaumaturgo, Jordão e Assis Brasil, todos os imóveis agora contam com documento registrado em cartório.
No ano que vem, o governo quer fechar todos os terrenos de mais quatro municípios: Bujari, Tarauacá, Porto Acre e Acrelândia.
Mesmo com o empenho para a entrega de títulos, mais de 100 mil propriedades, 60 mil só em Rio Branco, ainda não contam com documentos. São imóveis que não podem ser financiados ou que o proprietário não pode provar que é o verdadeiro dono.
Segundo o diretor presidente do Instituto de Terras do Acre (Iteracre), Glenilson Figueiredo, ainda existem muitas dificuldades em conseguir regularizar as áreas.
“Muitos proprietários não têm sequer um comprovante de compra e venda do terreno, e quando o governo busca documentar a terra, muitos não apresentam um documento de identificação”, justificou.
O prejuízo maior fica nas áreas comerciais e até mesmo em terrenos onde o próprio governo e as prefeituras querem fazer uma obra. Sem a regularização nada pode ser edificado e mais grave ainda, os Ministérios e os bancos credores de empréstimos barram o repasse de dinheiro.
“Por isso, o governo corre com o programa de regularização. É preciso liberar as áreas para a construção. Teve prefeitura que já perdeu dinheiro para obras de hospitais, creches e escolas porque o terreno não tinha documento”, completou Glenilson.



