Pressão dos cobradores provocou mudanças no texto
Valeu a pena a pressão exercida pelos motoristas e cobradores de ônibus de Rio Branco. Na manhã dessa quinta-feira, após ocuparem a Câmara de Vereadores, conseguiram evitar a votação do projeto da Lei do Troco, e, melhor, modificaram o texto original da matéria.
Quando notou a galeria da Câmara lotada, o vereador Gabriel Forneck, autor do projeto, chamou a categoria para uma reunião.
O vereador aceitou fazer mudanças exigidas pelo sindicato. No formato original, a norma exigia que as empresas repassassem o troco mesmo que tivessem que baixar a tarifa. Para não prejudicar o usuário, o cobrador teria que passar a moeda que tivesse no caixa.
Os cobradores não aceitaram a proposta. “Ficaria difícil para os cobradores fazerem a prestação de contas no final da linha. Os patrões começariam a falar que eles estão ficando com o dinheiro”, afirmou o presidente do sindicato Marco Costa.
Esse artigo foi retirado. Ficou decidido que a empresa vai manter cartões de uma unidade a base de R$ 2,75 para repassar quando não tiver o troco de R$ 0,10. E se não tiver troco de forma alguma, o passageiro vai descer sem pagar.
A lei que será votada na próxima terça-feira também vai impor limites ao usuário. Ele vai ter que usar, no máximo, uma cédula de R$ 20,00 para pagar a tarifa dentro do coletivo.
“Dessa forma, ajudamos o usuário que vai ter o seu troco garantido e ajudamos os cobradores, que geralmente têm dificuldades em passar troco com grandes cédulas”, acrescentou o vereador Gabriel Forneck.
As empresas se comprometeram em colocar funcionários nos terminais com moedas para facilitar o troco quando os cobradores chegarem ao fim da linha. Esse artigo também fará parte da lei.



