Agricultura no país vive bom momento. E o Acre?
Lourival Marques renunciou à presidência do Rio Branco Futebol Clube, sai do comando da Seaprof e volta a assumir a cadeira ocupada pelo suplente Jamil Asfury, que deixa o parlamento contrariado.
Quando Lourival Marques apresentou ao governador Tião Viana nove nomes que poderiam substituí-lo no comando da Secretaria de Estado de Extensão Agroflorestal e Produção Familiar, nenhum agradou ao chefe.
“Governador, se o nome que o senhor quer não está aqui, eu só tenho mais um para apresentar ao senhor. É o do Neto”, sugeriu Marques. A resposta foi curta. “É este”, concordou o governador.
O que chamou atenção de Tião Viana em relação à performance de Taumaturgo Neto à frente da Emater foi a capacidade de atrair dinheiro, mesmo em épocas de crise. Neto administrava praticamente uma máquina falida e cara já que os quadros da empresa estatal são qualificados, antigos e bem remunerados. São 165 ao todo.
O Governo do Acre garante o pagamento dos funcionários e só. Não há mais recursos para nada. A única salvação são as possibilidades de convênios fora do estado. E foi aí que Neto conseguiu deixar R$ 10 milhões para 2017, prontos para serem aplicados em escritórios da Emater espalhados pelo Acre.
Taumaturgo Neto já assumiu a superintendência do Incra e fez parte da administração do Tribunal de Justiça à época da presidência de Roberto Barros. É uma escolha pessoal de Tião Viana.
E assume com um desafio claro: refinar a política de preços de produtos agrícolas. Em todo o país, a agricultura já prevê supersafra. Quando isso ocorre, a agricultura familiar em estados pobres como o Acre sente o impacto.
Além da questão da política de preços, Taumaturgo Neto vai enfrentar o gargalo clássico da gestão na Seaprof: infraestrutura para os profissionais da extensão agrícola. Caso consiga melhorar a política de preços, reforçando arcabouço legal já existente (como as Compras Governamentais, PAA etc.) e melhorando as condições de trabalho dos extensionistas agrícolas, os dois anos que restam ao governo de Tião Viana podem surpreender. Em menos palavras: fazer o básico daquilo que já é elementar.



