Tiago Caetano é o primeiro superintendente no Acre
Os servidores do DNIT em Rio Branco fizeram questão de apagar o nome Rondônia que fica na placa em frente à sede do órgão. Não era nenhum manifesto, mas o rolo e tinta foram usados como símbolo da quebra da submissão que os engenheiros da autarquia tinham com a superintendência em Porto Velho.
A partir dessa quinta-feira, o Dnit do Acre deixa de ser um anexo de Rondônia e passa a ser superintendência.
Para todos os projetos, ordens de serviço, fiscalização de obras, a responsabilidade ficará a cargo dos engenheiros lotados no Acre. Tiago Caetano, que já estava à frente do órgão, tomou posse como superintendente, e agora será o responsável pelas obras de recuperação da BR-364 entre Sena Madureira e Cruzeiro do Sul.
“Agora, teremos mais força e vamos reduzir a burocracia. Todos os assuntos serão tratados diretamente do nosso escritório no Acre com Brasília. Estou consciente que também aumentou a minha responsabilidade”, relatou.
Todas as obras do governo do estado nas BRs 317 e 364, ele precisou de um relatório do Dnit. Para conseguir o documento, pedia à superintendência em Rondônia, ou buscava na direção nacional em Brasília. Até as obras de recuperação das rodovias, tudo era decidido em Porto Velho.
O superintendente Tiago Caetano informou que, ao mesmo tempo em que recupera os trechos críticos da BR-364, o Dnit prepara um projeto de reconstrução da rodovia que interliga o Acre de ponta a ponta.
O diretor nacional de infraestrutura da autarquia, Halfher Rosa, que veio para a solenidade, disse que a partir de agora a obra da BR será feita com mais segurança. “O Dnit quer ajuda de todos os órgãos para fiscalização do serviço. Isso mostra a transparência do projeto”, flaou.
Outro ponto relatado pelo diretor é o fato de as empresas serem punidas com até a devolução de dinheiro quando a obra for mal feita ou incompleta.
A superintendência do Dnit no Acre será responsável por cuidar de 1,2 mil quilômetros de rodovias federais no estado. A BR-364, que começa na divisa com Rondônia e vai até Mâncio Lima e a BR-317, na divisa com o Amazonas até na fronteira com o Peru.



