Damasceno, do PMB, garante que formalizou pedido
O PMB (Partido da Mulher Brasileira) quer saber onde está o pedido de cassação do mandato do vereador José Carlos Juruna, enviado à Mesa Diretora da Câmara de Rio Branco no dia 23 de fevereiro. O documento que deveria ter sido repassado à Comissão de Ética da Casa, desapareceu. A assessoria da Mesa nega o sumiço do documento.
Condenado a mais de 9 anos de prisão em regime fechado por crime de peculato, o vereador Juruna do PSL pode ser preso a qualquer momento, assim que for julgado um recurso impetrado por sua defesa.
Enquanto não se cumpre a sentença ou se decide pela liberdade do vereador, o PMB está de olho na cadeira do parlamentar e está esperando uma resposta da Câmara desde o final de fevereiro, quando Juruna foi preso e solto logo em seguida por força de um habeas corpus. O primeiro suplente de Juruna, José Afonso Vasconcelos, é do PMB.
O presidente da Mesa Diretora, Manoel Marcus, não quis falar com nossa equipe. Ele precisa explicar onde está o pedido de cassação entregue no protocolo da Câmara pelo PMB. A expectativa é de que ele fale sobre o assunto na manhã desta quarta-feira.
O documento deveria ser entregue à Comissão de Ética e ao jurídico da Casa, mas anda desaparecido.
O presidente da regional do PMB, Alexandre Damasceno, confirmou, por telefone, que entregou o pedido. Disse também que gravaria entrevista com nossa equipe. Entramos em contato três vezes e estamos esperando uma resposta. O suplente José Afonso Vasconcelos não atende nossas ligações.
Resta agora o presidente da Comissão de Ética, vereador Emerson Jarude (que é do mesmo partido de Juruna) cobrar o pedido de cassação e abrir o procedimento previsto no regimento interno. Vamos ver aonde vai o silêncio da Câmara de Rio Branco.



