Clézio Moreira, do PSDB, ainda não garantiu assinatura
O vereador Roberto Duarte (PMDB) busca os parlamentares descontentes com a Frente Popular para conseguir mais uma assinatura e montar a comissão que vai investigar possíveis irregularidades e ilegalidades no transporte público.
Por enquanto, apenas cinco vereadores assinaram a Comissão Especial de Investigação (CEI): Célio Gadelha (PSDB), N. Lima (DEM), Lene Petecão (PSD), Roberto Duarte e Emerson Jarude (PSL), que enfrentou o próprio partido para colocar seu nome na comissão.
A direção do PSL, um dos partidos ligados à Frente Popular, vai se reunir para decidir como fica a situação do parlamentar que é contra o reajuste da tarifa. “O partido vai se reunir para decidir essa situação, mas é nosso dever constitucional investigar possíveis irregularidades, e é, isso que vamos fazer”, disse. O outro vereador do partido, Juruna, garantiu que não assinará a CEI.
A oposição precisa de seis votos para formalizar a Comissão de Especial de Investigação. Falta apenas um vereador aderir ao movimento. O único parlamentar da oposição que não assinou foi Clézio Moreira (PSDB).
E não vai ser fácil conseguir essa assinatura. Clézio alega que ninguém lhe procurou para conversar e agora ele vai analisar e até ouvir a população e o Ministério Público para tomar uma decisão.
“Essas coisas não podem ser assim. Precisamos conversar mais, levantar informações para depois partir para uma investigação. Por enquanto, não assino nada”, falou.
Em tese, Clézio Moreira, que vem do ninho tucano, deveria estar ao lado da oposição. Vem sendo criticado pelos colegas porque assumiu a Mesa Diretora como vice presidente. Para a oposição, ele foi cooptado e agora só vota com a Frente Popular.
O único vereador que ainda pode dar esperanças à oposição para a sexta assinatura é Artêmio Costa. Ele anda chateado com a Frente Popular. Não conversa com ninguém e nem grava entrevistas.
Tarifa alta
Conversamos com os vereadores para saber o que acham o reajuste da tarifa do transporte coletivo. Entre os 17, quatro deles: Lene Petecão, Roberto Duarte, N. Lima e Emerson Jarude, não aceitam qualquer reajuste.
O restante dos vereadores está com o mesmo discurso: não quer R$ 4,08, que é o pedido das empresas, mas aceita um reajuste que alguns vereadores chamam de “justo”.



