Zen está definido. Jonas é dúvida
Mesmo em período de recesso na Assembleia Legislativa, a nova composição da mesa diretora, lideranças de bancadas e do governo já estão praticamente definidas. Os parlamentares evitam confirmar qualquer informação antes da hora, mas praticamente todos os cargos já se apresentam ocupados.
Oficialmente, o ano no legislativo acriano começa no dia 3 de fevereiro, quando ocorre a eleição para a mesa diretora e são conhecidos os líderes das bancadas e do governo.
O nome do deputado Jonas Lima (PT) teria sido apontado como provável líder da bancada do Partido dos Trabalhadores na Aleac. Ele não desmente nem confirma essa informação, mas diz que está pronto para contribuir com o partido.
“Eu me sinto muito honrado com o convite feito pelo Ermício Sena. Ele disse que a liderança estaria comigo e amanhã [22] vamos discutir esse assunto”, comentou.
A executiva do PT vai promover amanhã uma reunião com os cinco deputados eleitos. Na pauta está a escolha do líder e também as diretrizes do partido para 2015.
O líder do governo na Aleac, segundo fontes do Palácio Rio Branco, também será um deputado petista. O nome de Daniel Zen aparece como provável voz de Tião Viana no Parlamento.
Ninguém confirma nada por enquanto, mas nos bastidores algumas decisões são anunciadas. Como por exemplo, a composição da nova mesa diretora que seria presidida por Ney Amorim (PT).
O convite feito pelo Governo ao deputado Jonas Lima ainda não foi formalizado. Na possibilidade de não assumir a liderança do PT, o cargo deve ser ocupado pelo deputado Lourival Marques (PT).
Um dos cargos mais disputados, a primeira secretaria, deve ser ocupada por Manoel Moraes (PSB). A segunda secretaria ficaria com Maria Antônia (PROS) a terceira secretaria com Chagas Romão (PMDB) e a primeira vice-presidência com Éber Machado (PSDC). Os demais cargos, 2ª vice presidência, 4ª e 5ª secretarias ainda estariam indefinidos.
Zen assume liderança em cenário de relativa tranquilidade
O deputado Daniel Zen (PT) deve assumir a liderança do Governo na Aleac. Sucesse uma lista de líderes da Frente Popular que remonta a Edvaldo Magalhães (PCdoB), nos oito anos do mandato de Jorge Viana no governo; Francisco Cartaxo (PT), em rápida passagem no início do governo de Binho Marques; Moisés Diniz (PCdoB) e Astério Moreira (PEN), no primeiro mandato de Tião Viana.
O que incomoda o Governo não é a diminuição da base aliada (hoje está com 15 deputados). O incômodo reside na incerteza do novo perfil. Na posse, o governador Tião Viana disse que essa diminuição da base aliada “se resolve como cafezinho e com a boa conversa”. Na prática, o Palácio Rio Branco não pode quer mais gastar energia com atitudes como a do deputado Éber Machado (PSDC) no fim do ano passado com o episódio da Defensoria.



