Servidores e pacientes estavam até sem água pra beber
O Ministério Público Estadual pediu a interdição do Hosmac (Hospital de Saúde Mental do Acre) e deu prazo de 72 horas para o governo do Estado se manifestar, sob pena de ser multado.
A decisão é consequência de uma reunião acontecida há cerca de um mês, quando os problemas do Hosmac, como falta de medicamentos, alimentação e água, foram expostos.
O promotor público Glaucio Oshiro, titular da promotoria de saúde do MP, testemunhou desabafos de servidores dando conta de pacientes com tendências suicidas sem medicamento de controle, e pacientes e funcionários que tinham de beber água em baldes como animais.
Depois disso, uma reunião com as autoridades da área foi feita e como nada foi resolvido o MP decidiu pedir a interdição do Hosmac.
O MP acusa o governo de ter perdido repasses federais para o Hosmac, por insistir em manter um serviço ambulatorial no hospital e afirma que o Estado tem obrigação de alocar recursos financeiros para custear as necessidades da unidade. Foi dado um prazo de 72 horas para o Estado se manifestar, mas, tanto o governador, como o secretário de saúde, estão fora do estado.
“O Ministério Público coloca inclusive que não se receba até que se tenha condições, então o próprio ministério entende que hoje há uma necessidade da instituição e a medida foi no sentido de buscar corrigir alguma distorção que eventualmente tenham verificado, qou que entenderam que precisarua de uma intervenção mais energica.” Disse o sub secretário de Estado de Saúde, Raicri Barros.



