Sindicato adota discurso do patrão e questiona CPI
O trânsito do centro de Rio Branco ficou uma loucura na manhã dessa terça-feira quando um grupo de motoristas e cobradores de coletivos fez um manifesto em frente à sede da Câmara de Vereadores. Incentivados pelo sindicato os trabalhadores, fecharam a rua ao colocar 10 ônibus na rua que dá acesso à Câmara.
Os sindicalistas exigiam ser ouvidos pelos vereadores. Eles estão preocupados com os rumos da CPI criada pela Câmara que vai investigar os contratos entre prefeitura e as empresas do transporte coletivo.
Para o presidente do sindicato, Marco Costa, o resultado final da CPI pode comprometer o emprego dos funcionários dessas empresas. “No final, seremos os mais prejudicados e aí, quem vai defender o salário desses trabalhadores? Não somos contra a investigação, mas se for para trazer desemprego na categoria ficamos preocupados”, alertou.
O movimento dos motoristas e cobradores foi bom para a base do prefeito. Um dos vereadores da oposição, Clézio Moreira, não retirou a assinatura da CPI, mas pediu mais um tempo para pensar até que as investigações comecem.
Com isso, a escolha dos membros da comissão que seria na sessão dessa terça-feira ficou para a próxima semana. “Precisamos conversar com a população, com os trabalhadores e todas as pessoas envolvidas antes de começar os trabalhos. Não podemos prejudicar ninguém”, disse Clézio Moreira.
O medo dos outros vereadores de oposição é que Clézio retire a assinatura e, com isso, acabe com a comissão antes de iniciar os trabalhos. Agora, a oposição vai fazer vigília para que ninguém desista das investigações e se prepara para evitar que a base do prefeito fique com a presidência e a relatoria.
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