A suspensão da sessão da Câmara Municipal de Rio Branco, nesta quinta-feira (14), gerou protesto entre vereadores após o presidente da Casa, Joabe Lira (UB), encerrar os trabalhos por falta de quórum. Apenas sete parlamentares estavam presentes no momento da abertura da sessão. Minutos depois, outros vereadores chegaram ao plenário e cobraram a retomada da sessão, mas Joabe já havia encerrado o expediente.
A insatisfação dos parlamentares ocorreu porque, segundo eles, atrasos no início das sessões são frequentes e, desta vez, a mesa diretora decidiu não aguardar a formação do quórum necessário. Além dos vereadores, representantes da comunidade também participariam da sessão para apresentar pautas relacionadas à saúde pública.
Antes do encerramento da sessão, Joabe Lira afirmou que o clima entre os vereadores estava controlado e defendeu o compromisso dos parlamentares com a população de Rio Branco.

“Tudo é contornado, na verdade, como eu falei, nós, eu como vereador e os outros também estão certezas, nós estamos aqui para trabalhar em prol da população, Rio Branco precisa do nosso trabalho, para isso nós fomos eleitos, então cada um tem que fazer a sua parte.”
A próxima sessão da Câmara Municipal de Rio Branco está prevista para terça-feira (19).
Denúncia sobre médicos
Entre os temas previstos para a sessão estava uma denúncia do Conselho Estadual de Saúde sobre a contratação emergencial de médicos pela Prefeitura de Rio Branco. Conforme a denúncia, parte dos profissionais estaria exercendo funções administrativas na Secretaria Municipal de Saúde, enquanto unidades seguem sem médicos.
Ao comentar a situação, o representante do Sindicato dos Médicos do Acre, Francisco Lopes, criticou o direcionamento dos profissionais contratados para atividades burocráticas em vez do atendimento nas unidades de saúde.
“Impressionante é que não tem médico, não tem enfermeiro e a secretaria contratou cinquenta enfermeiros temporários, quinze médicos temporários, agora o que me assusta não é encontrar médico na unidade de saúde, o que me assusta é você ver médico lotado no gabinete do secretário.”

Com a suspensão da sessão, o Conselho Estadual de Saúde não conseguiu apresentar oficialmente a denúncia a todos os vereadores. Mesmo assim, documentos foram entregues a parlamentares da oposição, que pretendem convocar o secretário municipal de Saúde para prestar esclarecimentos.
O vereador Neném Almeida (MDB) afirmou que a Câmara deve apurar a situação e buscar medidas legais caso as informações sejam confirmadas.

Matéria produzida por Adailson Oliveira e editada pelo site Agazeta.net.



