Documento estabelece referências para uma década
A prefeitura realizou nessa quinta-feira a última audiência pública para a votação da revisão do Plano Diretor de Rio Branco. Foram convidados vários segmentos da sociedade para que pudessem apresentar proposta ao plano que depois de 10 anos será modificado.
O plano atual está tão desatualizado que as Vilas Santa Cecília, Albert Sampaio e Dom Moacir se transformaram em bairros, mas, oficialmente, para serem incluídas como áreas urbanas, precisam constar no Plano Diretor.
Da mesma forma é a área da 4ª Ponte e toda a região da Avenida Amadeo Barbosa. Com a defasagem do Plano Diretor, obras e mudanças na arquitetura e urbanismo não constam no mapa da cidade.
Segundo o prefeito Marcus Alexandre, ainda esse ano a prefeitura pretende aprovar a revisão do plano. “Realizamos, as duas últimas audiências públicas para ouvir propostas dos mais diferentes segmentos. Esperamos que até 20 de dezembro a Câmara de Rio Branco aprove a matéria”, indagou.
O Plano Diretor é quem limita todos os pontos de construção: Um exemplo: antes, para construir um prédio comercial no centro da cidade, a pessoa era obrigada a construir estacionamentos. Com a zona azul ou onde tiver pista duplicada essa obrigação para de existir.
Um dos pontos que ainda gera polêmica é o aquífero. Apesar de constar na nova proposta do plano diretor, a área que deveria ser protegida foi reduzida. Com isso, abriu espaço para novas construções.
Para o vereador Raimundo Vaz, o aquífero precisa ser avaliado, e até mesmo provar que ele existe. “Como pode existir o aquífero se liberaram para construções. Precisamos deixar de enganar a população”, reclamou.
Para a promotora de Justiça Rita de Cássia, a forma como a prefeitura procedeu para a aprovação do plano diretor está correta. “O que faltou foi o interesse e participação da população. Depois, não adianta reclamar. Oportunidade todos tiveram de apresentar sugestões”, disse.



