“Esse processo é equivocado”, diz Carlos Gomes
A reunião do conselho de transportes aconteceu na tarde da última sexta-feira (10), em uma das salas da RB Trans, na Rodoviária Internacional de Rio Branco. Enquanto o novo preço da tarifa de ônibus era definido, do lado de fora aguardavam vereadores da oposição e da situação, sindicalistas, estudantes e lideranças partidárias.
Assim que a reunião começou, um procurador da prefeitura entrou, despertando revolta de lideranças comunitárias, parlamentares e estudantes só assistiam pelos vidros. Eles já haviam pedido para entrar e foram barrados.
Um grupo de pessoas entrou na Justiça na semana passada pedindo anulação da reunião anterior do Conselho. A Justiça deu parecer favorável. Os mesmos autores da ação entraram com requerimento junto ao Conselho, pedindo para participar da votação e tiveram o pedido negado pela maioria dos membros.
O diretor da RB Trans, Gabriel Forneck, saiu para explicar que o requerimento havia sido negado. Na mesma hora, o presidente da Rede Sustentabilidade, Carlos Gomes, e o vereador Roberto Duarte decidiram acionar a Justiça mais uma vez.
“Nós vamos impetrar novas ações novamente pra gente tentar barrar esse processo equivocado, vicioso, que desrespeita a participação popular. Se quem efetivamente é usuário do transporte público não pode participar aí fica complicado definir uma tarifa uma tarifa que o povo não pode ao menos acompanhar”, disse o presidente do partido Rede Sustentabilidade, Carlos Gomes.
A recusa em abrir as portas para que todos acompanhassem a reunião foi taxada de falta de transparência.
“O conselho decidiu aqui que nós não podemos entrar, que será de portas fechadas, contrariando o que diz a liminar da ação popular que é pra ter o máximo de transparência possível. Aqui nós vemos que a única transparência que existe é dos vidros”, criticou o vereador Roberto Duarte (PMDB).
Aproveitando a transparência dos vidros, manifestantes colaram cartazes com mensagens contra o aumento, que eram vistas por quem estava participando da reunião.
Depois quase três horas e quarenta minutos os trabalhos da conselho foram suspensos devido cinco entidades votarem contra o aumento da tarifa para R$ 3,80. União das associações de moradores de Rio Branco (Umarb), o Diretório acadêmico da Ufac, União Brasileira dos Estudantes Secundarista (UBES), a Federação do Comércio (Fecomercio) e a Associação Dos Servidores Municipais De Rio Branco (Assemurb) receberam o prazo de 48 horas pra apresentar uma contra proposta, que será avaliada na próxima segunda-feira.
“É um valor absurdo, nós enquanto movimento social não podemos concordar, enquanto representação estudantil menos ainda”, disse o representante do DCE da UFAC, Richard Brilhante.
O Superintendente da RB Trans, Gabriel Forneck enfatizou que dependendo do que as entidades apresentarem nesta segunda-feira, a tarifa dos estudantes pode sofrer alterações indesejadas.
“A Prefeitura e Rio Branco através da RB Trans apresentou uma proposta R$ 1,14 por que não existe a isenção de imposto. Se for aprovada a isenção pode chegar aí a R$ 1,05. Dependendo do que ficar na segunda-feira, pode acontecer dessa tarifa de R$ 1 não existir mais e as empresas podem até entrar na Justiça e ganhar seus R$ 4,08”, ponderou.



