Manifestação em frente ao fórum contra ação do MP
Os servidores da Saúde realizaram na manhã desta terça-feira (14) uma manifestação no Fórum Barão do Rio Branco contra a demissão de 270 funcionários provisórios, após determinação do Ministério Público do Estado. Eles tiveram uma audiência com a juíza que julga o caso, Zenair Bueno.
Existem servidores que trabalham há mais de 20 anos no serviço público como funcionários provisórios. O problema é que durante todo esse tempo, sem que tenham a situação regularizada, eles caíram naquilo que tecnicamente é chamado de “decadência administrativa”, prazo de cinco anos que o Estado tinha para solucionar o caso.
Com o prazo expirado há muito tempo e os concursados de 2013 e 2014 fazendo pressão para ocuparem os cargos que alegam ter direito, o Ministério Público teve de intervir.
Maria José é uma dessas pessoas que sofrem com a incerteza do futuro. Técnica de Enfermagem há 17 anos na prestação de serviço público, ela agora busca alternativas, já que foi retirada da folha de pagamento e não sabe nem como vai pagar o aluguel.
“Eu fiquei de férias e quando retornei eu fui lá e a moça disse que estava fora de escala. É chato uma coisa dessas. Eu pago aluguel e já estou sem receber, crio dois netos. Não sei o que vou ser. Vou tentar uma aposentadoria, pois estou com ossos todos comprometidos de artrose. Sinto muitas dores”, disse a mulher de 59 anos, aos prantos.
O desespero tomou conta dos demitidos. Alguns estão com depressão, outros tomando remédios controlados e tem até quem já tenha falado em suicídio.
A vereadora Lene Petecão (PSD) acompanhou os servidores no manifesto e disse que vai buscar apoio na Câmara de Vereadores. “Amanhã, a gente vai com a comissão ser recebidos pelos 17 vereadores. Essa é minha intenção, que o governador possa receber a comissão e avance no sentido de resolver essa situação”, disse a vereadora.
A diretoria do sindicato da categoria entrou com uma liminar para barrar o efeito da decisão e espera com isso ganhar tempo. Hoje eles conversaram com a juíza Zuenir Bueno.
“Depois de impetrar a ação, para que os servidores da Sesacre e Fundhacre sejam reintegrados aos quadros para evitar o caos no serviço de Saúde, a gente conseguiu conversar com a juíza e expor para ela a realidade que está a Saúde do nosso Estado e como vai ficar o prognóstico sombrio da saúde acriana se esses servidores saírem agora, da forma abrupta como está sendo feita. Vai ser ruim tanto para a Saúde como a vida pessoal de cada servidor”, disse o presidente do Sintesac, Adailton Cruz.



