A construção do viaduto da Corrente, em Rio Branco, ainda não tem prazo para começar. Prevista desde 2023, a obra enfrenta entraves relacionados ao processo de licitação, apontamentos do Tribunal de Contas da União (TCU) e a impossibilidade de recebimento de recursos federais durante o período eleitoral.
O projeto prevê um investimento inicial de R$ 35 milhões. Desse total, cerca de R$ 25 milhões seriam provenientes de recursos federais, enquanto aproximadamente R$ 10 milhões seriam de contrapartida do Governo do Estado.
A obra foi transferida do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) para o Governo do Estado, que passou a ser responsável pelo processo de contratação. Desde então, foram realizadas tentativas de licitação, mas os certames apresentaram problemas envolvendo as empresas participantes.
A última licitação ocorreu no fim de maio. Segundo as informações repassadas, o TCU identificou indícios de irregularidades técnicas no consórcio vencedor, principalmente relacionados à falta de experiência da empresa para executar o serviço.
A direção do Departamento de Estradas de Rodagem do Acre (Deracre) informou que ainda não recebeu notificação sobre decisão do TCU que determine a suspensão da licitação. Com isso, a ordem de serviço poderia ser assinada pela governadora Mailza Assis.
O início da obra depende da definição sobre os recursos. Como o Estado não pode receber repasses federais durante o período eleitoral, uma alternativa seria utilizar recursos próprios para iniciar a construção.
O vereador Raimundo Neném afirmou que pretende solicitar uma audiência pública na Câmara Municipal de Rio Branco com representantes do DERAC, DNIT e empresas envolvidas no processo licitatório para cobrar esclarecimentos sobre o andamento da obra.
Segundo o parlamentar, a demora no início dos trabalhos precisa ser esclarecida devido aos problemas registrados no trecho.
“Isso é uma situação que complica um pouco, porque já teve mortes aqui nesse lugar. Nós, como vereadores de Rio Branco, queremos convocar o Deracre, a Seinfra para ver até que ponto está isso aqui, para dar um esclarecimento à população”.
No início de julho, a governadora Mailza Assis anunciou que a ordem de serviço seria assinada em breve. Até agora, porém, a obra ainda não teve início e o trânsito na região do trecho da Corrente continua sendo um dos principais problemas para motoristas que utilizam a BR-364 e a C40.
Matéria produzida por Adailson Oliveira e editada pelo site Agazeta.net.




