Blindagem tem 2018 como cenário estratégico
A base do prefeito na CPI do Transporte Coletivo blindou o prefeito Marcus Alexandre e derrubou o requerimento da oposição para que o gestor pudesse ser ouvido durante os depoimentos da CPI que apura irregularidades nos contratos com as empresas que prestam o serviço na Capital.
Essa semana a comissão marcou os dias de interrogatórios e em 15 de maio os empresários do setor serão ouvidos pelos membros da CPI. No dia 19, será a vez da Procuradoria do Município e dia 22 o ex-presidente da RBTrans, Ricardo Torres.
Os dois vereadores de oposição que fazem parte da comissão, Célio Gadelha (PSDB) e Roberto Duarte (PMDB), pediram que fosse incluído o prefeito de Rio Branco Marcus Alexandre, mas os dois foram votos vencidos pelos outros três membros da CPI, principalmente por Raílson Correia (PTN) e o líder do prefeito, Eduardo Farias (PCdoB) que é membro efetivo da CPI.
Para Roberto Duarte (PMDB), já foram encontradas diversas irregularidades na renovação do contrato com as empresas assinado pelo prefeito Marcus Alexandre. Por isso, seria importante ouvir o gestor para que ele explique porque, no entendimento do vereador, aceitou algumas ilegalidades.
“É a chance de ele se defender das acusações de que aceitou fazer esses acordos sem observar a lei e o próprio edital. Essas empresas estavam impedidas de celebrar contratos, mesmo assim conseguiram mais 10 anos de lucro com os serviços”, reclamou.
De acordo com o vereador, quando foi assinada a renovação de contato por mais 10 anos, o edital trazia como exigência que a empresa apresentasse certidões negativas. Segundo Duarte, todas as empresas que operam na Capital estão em recuperação judicial e com dívidas com o Governo Federal. “Uma delas deve 41 milhões de reais. Tem ainda as dívidas trabalhistas que, somadas, chegam a 8 milhões de reais”, contou.
Não foi possível entrar em contato com presidente da CPI, Raílson Correia (PTN) e o líder do prefeito apenas disse, via telefone, que “não havia necessidade, nesse momento, de convocar o prefeito”.



