Cinco prefeituras ficaram com nota zero, classificou CGU
Levantamento da Controladoria Geral da União mostra que, no Acre, apenas Rio Branco obedece à Lei de Acesso à Informação, e, para piorar, cinco prefeituras ficaram com nota zero, indicando que a população desses municípios não tem acesso às informações sobre as contas e os serviços.
Enquanto a Capital teve avaliação 9,72, os outros 21 municípios as notas foram muito baixas. Nenhum passou da nota 2, em uma escala de zero a 10. No final da fila de pontuação ficaram Acrelândia, Capixaba, Marechal Thaumaturgo, Plácido de Castro e Porto Acre. Essas prefeituras obtiveram nota zero.
De acordo com o superintendente da Controladoria Geral da União no Acre, Ciro Jonatas de Souza, a Lei de Acesso à Informação é uma ferramenta importante para que a população possa combater gestores corruptos. Por isso, decidiu-se verificar como ela vem funcionando.
Foram analisados 2.355 municípios em todo pais e descobriu-se que, em linhas gerais, houve uma pequena melhora. A Lei de Acesso à Informação obriga os municípios a repassarem aos moradores todas as informações inerentes a medicamentos, médicos e todos os outros serviços oferecidos.
“Não conseguimos muitas respostas quando interrogamos os prefeitos do interior do Acre, ou por que não ofereciam o serviço, ou demoraram a responder”, disse.
O prefeito de Rio Branco, Marcus Alexandre, que conseguiu uma avaliação alta, revelou que tentou várias vezes quando era presidente da Associação dos Municípios incentivar os prefeitos a montar um projeto de transparência.
“Colocamos os servidores da prefeitura da Capital à disposição para ajudar a montar o portal, muitos não buscaram ajuda e, por isso, encontraram dificuldades em criar um canal de informação”, explicou.



