Emylson: quase metade das emendas contingenciada
Os deputados federais e senadores fizeram todo tipo de campanha possível quando conseguiram com as emendas parlamentares de bancada R$ 70 milhões para a Segurança Pública e R$ 154 milhões para a melhoria de ramais. Mas sem muito poder em Brasília foram avisados que metade desse recurso não virá mais para o Acre.
A Secretaria de Estado de Segurança Pública e o Deracre vão ter que refazer todos os seus projetos. A segurança, por exemplo, vai receber apenas R$ 37 milhões. E aí, se foi o projeto de implantação de um centro integrado de comando que custaria R$ 20 milhões.
O governo vai ter que cortar pela metade a compra de munição, armas e pagamento de cursos de formação. Com o dinheiro, ainda havia a previsão de construção e reforma dos quartéis e delegacias no interior do estado.
“Esse dinheiro seria de grande importância para nossos projetos de combate á violência. Infelizmente acredito que nem esses R$ 37 milhões serão repassados”, disse o secretário Emylson Farias.
O Deracre que já foi um dos setores mais movimentados do estado, vive dias de agonia com a falta de recursos. Desde a posse do presidente Michel Temer, o Governo do Acre espera receber R$ 16 milhões em convênios para melhoria de ramais e rodovias estaduais.
Das emendas de bancada o Deracre tinha a previsão de receber R$ 154 milhões. A autarquia preparou um projeto para melhorar 4.000 quilômetros de ramais com esse dinheiro, mas agora só vai poder contar com R$ 81 milhões.
“Todos os nossos projetos e demandas terão que ser refeitos e nem sabemos se realmente esse dinheiro vai chegar. Tenho certeza que esse ano não vem e nossa programação terá que ser alterada. Muitos ramais ficarão sem a melhoria necessária”, relatou Cristovam Pontes, diretor do Deracre.
O Governo Federal pode contingenciar ainda mais esses recursos e o corte nas verbas pode aumentar, dependendo da força da bancada de parlamentares os números podem mudar para melhor ou pior.



