A inflação em Rio Branco fechou o mês de maio em 0,52%, abaixo da média nacional, que ficou em 0,58%. Apesar do resultado menor que o registrado no país, os dados do PET Economia da Universidade Federal do Acre (Ufac) mostram que os preços continuam pressionando o orçamento dos consumidores na capital acreana.
Segundo o monitoramento coordenado pelo professor Dr. Rubicleis Gomes da Silva, mais de 61% dos itens acompanhados tiveram aumento de preço durante o mês. Entre os produtos que mais subiram, a batata-inglesa liderou a lista, com alta de 40,11% em apenas um mês.
O limão também pesou no bolso, com aumento de 25,42%, seguido pelo tomate, que ficou 12,34% mais caro. Mamão, com alta de 9,31%, e cebola, com 9,30%, completam o grupo dos alimentos com maiores variações positivas em maio.

Alimentos seguem pressionando o orçamento
A alimentação continua entre os principais desafios para as famílias de Rio Branco. Mesmo com a inflação geral abaixo da média nacional, a alta em produtos básicos mostra que o consumidor ainda encontra preços elevados no supermercado.
A pressão sobre os alimentos ocorre em itens de consumo frequente, como batata, tomate, cebola e frutas. Na prática, mesmo variações concentradas em alguns produtos podem ser sentidas diretamente na hora das compras, principalmente por famílias que destinam parte significativa da renda à alimentação.
Por outro lado, alguns itens tiveram queda no período. A banana comprida registrou a maior redução entre os alimentos, com recuo de 10,03%. O ovo de galinha também ficou mais barato, com queda de 6,03%, seguido pela banana prata, que teve redução de 5,40%.
Energia elétrica puxa alta em Habitação

Além dos alimentos, o grupo Habitação também teve papel importante na inflação de maio. De acordo com o levantamento, o setor saiu de uma deflação de 0,91% em abril para uma alta de 1,13% em maio, impulsionado principalmente pelo reajuste na energia elétrica.
A energia elétrica foi, isoladamente, o item que mais contribuiu para a alta do mês em Rio Branco, com impacto de 0,09 ponto percentual no índice. O movimento acompanha o cenário nacional, em que Habitação também acelerou no período.
Enquanto a energia pressionou o índice, as passagens aéreas ajudaram a conter a inflação. O item, que havia encarecido em abril, recuou mais de 8% em maio.
Alta espalhada
Mesmo com o índice de Rio Branco abaixo da média nacional, o levantamento indica que os aumentos continuam espalhados por boa parte dos produtos e serviços acompanhados. Para o consumidor, isso significa que a inflação pode parecer maior no dia a dia, especialmente quando atinge itens comprados com frequência.
Os dados fazem parte do monitoramento do PET Economia da Ufac, que acompanha a variação de preços na capital acreana e ajuda a medir o impacto da inflação sobre o custo de vida da população.



