Objetivo é minar liderança de Marcus Alexandre
Depois de nove anos de união, uma corrente oposicionista pode dividir a Associação dos Municípios do Acre (AMAC). Desde a campanha eleitoral do ano passado, não faltam rumores sobre o surgimento de uma associação de prefeitos de vereadores da oposição. Um coro que agora ganhou eco com o nome cada vez mais forte de Marcus Alexandre como candidato da Frente Popular ao Governo do Estado em 2016.
O prefeito de Rio Branco é o presidente da AMAC. Tem nas mãos os destinos de todos os municípios com relação a projetos e convênios com o Governo Federal. A oposição já identificou o poderio do gestor e quer minar essa desvantagem.
O prefeito Marcus Alexandre disse que vai fazer “de tudo” para que a AMAC não seja dividida por causa de intrigas políticas. “Hoje, a associação trabalha para todas as prefeituras. Rio Branco é a que mais colabora com a AMAC e a que menos usa seus serviços. Tudo é direcionado ao interior. Essas discussões políticas não podem acabar com a associação que só nos últimos dois anos elaborou 400 projetos”, explicou.
A associação dos municípios do Acre existe desde 2005. O então prefeito de Rio Branco, Raimundo Angelim, conseguiu unir todas as prefeituras numa única entidade representação.
Antes, havia duas, a Associação dos Prefeitos do Acre, a APA (onde ficavam apenas as prefeituras ligadas a Frente Popular) e a Associação da Frente dos Prefeitos, que ficou conhecida como APINHA, uma organização dos prefeitos de oposição.
O movimento estaria contando com a ajuda e incentivo de deputados federais como Gladson Cameli, agora senador. Atualmente a oposição conta com 12 prefeituras, e esse número pode aumentar se contarmos os prefeitos que não estão satisfeitos com a frente popular. E ainda tem ainda dois senadores e três deputados federais, que dá muita força ao grupo.
As conversas sobre a divisão da associação vêm desde a campanha política do ano passado, quando o senador Gladson Cameli disse ter enviado recursos a Rio Branco através de emendas parlamentares, e o prefeito Marcus Alexandre disse que era mentira.
Tem ainda o prefeito de Cruzeiro do Sul Wagner Sales, que no mandato de Marcus Alexandre, frente a AMAC, não quis saber de ser o vice-presidente, como ficou no tempo de Angelim.
A oposição tenta buscar no tabuleiro da política uma forma de reduzir o poder da Frente Popular, principalmente sabendo que o presidente atual da AMAC é um dos candidatos ao governo em 2016.



