Presidente só envia à Comissão de Ética se houver prisão
O pedido de cassação do mandato do vereador José Carlos Juruna (PSL), enviado pelo PMB (Partido da Mulher Brasileira), vai ficar arquivado na Câmara. A decisão partiu do presidente da Mesa Diretora, vereador Manuel Marcos, que pretende enviar o pedido à Comissão de Ética apenas se Juruna chegar a ser preso.
O PMB, que era aliado do PSL até a eleição, quer a vaga para José Afonso Vasconcelos. Em 2013, Juruna foi condenado a mais de nove anos de prisão, por negociar boxes no camelódromo, quando era presidente do Sindicato dos Camelôs. O Tribunal de Justiça manteve a pena e o parlamentar ainda não está cumprindo porque ingressou um recurso no TJ.
Para o PMB, houve a quebra do decoro parlamentar e, por isso, quer o julgamento do pedido na Comissão de Ética da Câmara dos Vereadores. O documento foi protocolado em 23 de fevereiro.
Só que o presidente da Mesa Diretora, Manuel Marcos, decidiu que só vai levar o caso à Comissão de Ética se o vereador for preso. Enquanto estiver com grau de recurso, Juruna fica na cadeia. “Se a Justiça manteve o vereador em liberdade não sou eu quem vai julgá-lo. Eu já enviei essa resposta ao PMB”, declarou.



